quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Pracinha José Edgar Eckert.

Veterano da Segunda Guerra Mundial,  José Edgar Eckert.
Nasceu no dia 11 de maio de 1920, em Selbach, RS.Filho de José Marcolino Eckert e Eugênia de Migheli Eckert.
No dia 22 de setembro de 1944, embarcava para a Europa o expedicionário José Edgar Eckert, integrando a Força Expedicionária Brasileira (FEB) 
Na Itália lutou na Segunda Guerra Mundial, tendo lutado e participado das principais batalhas, culminando com a histórica Batalha de Monte Castelo no dia 21 de fevereiro de 1945.
Em 1946 deixou o Exército, recebendo as seguintes condecorações:
- Medalha Cruz de Combate 2º classe - 1961
- Medalha de Campanha - 1946
- Medalha de Guerra - 1947
- Medalha Marechal Mascarenhas de Morais.

- Diploma de Membro de Honra do 5º exercito americano - 1998.

Preciosas fotos históricas do pracinha José Edgar Eckert antes da guerra e na Itália, fonte interminável para pesquisadores da FEB.
Enviada exclusivamente para 0 blog O Resgate FEB pela filha Lúcia Averbeck. 
(Clique na foto para ampliar)

O Resgate FEB

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

The United Nations Fight for Freedom



Poster original Segunda Guerra Mundial, The United Nations Fight for Freedom de 1942, U.S.Government Printing office.
Na criação das Nações Unidas em Nova York, os países membros procuraram declarar seu foco na liberdade para toda a humanidade. Este foi no auge da Segunda Guerra Mundial em 1942. As bandeiras no cartaz representam as nações do futuros membros da ONU. 
Medidas, 101x 72 cm.
Criado pelo artista Broder.S em 1942.
Local de publicação: (Washington DC)
(acervo O Resgate FEB)

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Galeria de Heróis da FEB - Vicente Gratagliano

Vicente Gratagliano - 1.a Companhia do 6.o Regimento de Infantaria.

Vicente Gratagliano figura na seleta galeria dos praças mais condecorados da Força Expedicionária Brasileira.
Nascido em São Paulo em 1919, Vicente Gratagliano foi convocado para o Exército em 1942 e, em 1943, designado para a FEB. Combateu na Itália como fuzileiro-atirador do 1.o Pelotão de Fuzileiros da 1.a Companhia do 6.o Regimento de Infantaria, operando um Fuzil Automático Browning no calibre 30-06.
Destacou-se em combate durante o contra-ataque alemão às posições de sua companhia no dia 31 de outubro de 1944, e novamente em 2 de janeiro de 1945, quando, sozinho, repeliu uma patrulha alemã que, na madrugada, tentava se infiltrar nas posições de Boscaccio.
No dia 5 de março de 1945, durante o ataque à elevação do Soprassasso, o soldado Gratagliano flanqueou e tirou de combate uma posição de metralhadora MG42, capturando a arma e sua guarnição de dois homens. Sua bravura, senso de camaradagem e iniciativa fizeram então com que sua companhia fosse capaz de progredir sobre a elevação e consolidar a conquista do objetivo do ataque.

Por estas ações, foi primeiramente condecorado com a Estrela de Prata, que recebeu das mãos do General Mark Clark no Rio de janeiro, em julho de 1945, e só após a guerra, em 1947, com a Cruz de Combate de 1.a Classe.
Gratagliano retornou à sua cidade natal em 1945, e retomou sua profissão de feirante até se aposentar. Era uma personalidade frequentemente vista na Associação dos Ex-Combatentes do Brasil, no bairro da Bela Vista. Faleceu em 2007, na mesma cidade onde nasceu.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Chaveiros Regimento Sampaio

Antigos chaveiros do Regimento Sampaio onde atuou na Itália durante a Segunda Guerra.
(acervo O Resgate FEB)
(clique na foto para ampliar)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

AGEFEB – Agência do Banco do Brasil S.A. Junto à F.E.B.

Grupo de componentes da AGEFEB
Paisanos fardados, sim, esta é a história de vinte e nove fun­cionários do Banco do Brasil S.A. que seguiram rumo à Itália,, a fim de prestar os seus prestimosos serviços à Força Expedicioná­ria Brasileira. Sua missão não era combater o inimigo, não era ex­terminá-lo; consistia tão somente em oferecer um serviço finan­ceiro às nossas tropas. No entanto, os homens da AGEFEB, man­tendo estreita ligação com os diversos órgãos da F.E.B., não se limitaram a isto; prestaram também outros relevantes serviços ainda que estranhos à sua atividade comum. Os seus serviços prin­cipais eram os seguintes : depósitos para guarda de dinheiro em contas corrente (caso único no Teatro de Operações da Itália); transferências para o Brasil; suprir de fundos a Pagadoria Fixa da F. E. B.; recolhimento e conversão de cruzeiros, dólares, francos, “travellers checks” em moeda circulante (lira) por ocasião da che­gada de nossos homens à Itália; reconversão por ocasião do retorno ao Brasil das liras em cruzeiros; expedição e distribuição de tele­gramas; instalação de elementos em trânsito etc. . E neste trabalho saíram vitoriosos estes colegas de classe. Além disso, era a AGE­FEB representante do governo brasileiro junto à Seção Financeira do Q.G. Aliado.
Tal como acontecia com os restantes componentes da Força Expedicionária Brasileira, eles também não tinham hora para o trabalho; qualquer hora era boa. Enquanto havia expediente, eles o executavam. Não podiam deixar para o outro dia, pois o acúmulo de serviço transtornaria grandemente a sua boa marcha.

Roma - Prédio onde funcionava o escritório centra da AGEFEB, vendo-se hasteada a bandeira brasileira.
As suas responsabilidades eram duplas: além de serem os responsáveis diretos pelos cofres do Banco, trabalhavam num Tea­tro de Operações Bélicas, onde as ordens são muito mais severas do que numa localidade distante da guerra. Um pequeno descuido, era um transtorno tremendo para a Agência ! Calmos, meticulosos, conhecedores profundos de sua missão, cumpriram-na de maneira digna de todos os elogios.
Durante toda a Campanha da Itália, a AGEFEB instalou três escritórios : um em Nápoles, no edifício da “Reggie Poste Italiana”, que iniciou seus serviços em 2 agosto de 1944; outro em Roma, no “Banca Nazionale dei Lavoro”, que era a base de Administração e onde estava centralizada a escrituração, guardava-se o arquivo de documentos da Agência e iniciara seu exercício em l de setem­bro; e um terceiro em Pistoia, na “Cassa de Risparmio e Pescia”, o único em toda a Itália que acompanhava a tropa, tornando assim mais accessível o movimento de contas correntes e de transferên­cias para o Brasil, iniciou suas atividades em 2 de dezembro.

Em virtude dos constantes deslocamentos da tropa para u frente, em caça cerrada ao inimigo, houve necessidade de deslocar-se o Escritório de Pistoia mais para a frente; e foi assim que se des­locou para Génova (“Banco d’Italia y Rio de Ia Plata”), onde ini­ciou seus trabalhos em 12 de maio de 1945, quando já haviam ces­sado as hostilidades em todo o território italiano.
Com o término da guerra e consequente deslocamento da tropa para a região de Francolise, todos os funcionários que trabalhavam no Escritório de Génova foram transferidos para o de Nápoles, onde funcionaram até o definitivo encerramento dos serviços da AGEFEB. Com a junção do pessoal dos Escritórios das duas cidades mencionadas, viu-se a necessidade de transferi-los para outro pré­dio maior, que os pudesse alojar confortavelmente a todos eles. O “Banca Nazionale dei Lavoro” foi o prédio escolhido para tal fina­lidade .
Dirigida pelo Coronel Gastão Luiz Detsi, foi a AGEFEB um órgão indispensável e utilíssimo aos soldados da Força Expedicionária Brasileira. Não é minha intenção fazer fantasia em torno da atuação desses homens; meu fim não é este. A grande distância que separava a AGEFEB do Brasil, a difícil comunicação entre esta Agência e a Direção Geral do Rio e a consequente falta de elementos necessários a uma boa informação, isto tudo concorreu para que o seu serviço não fosse tachado de impecável.
Colegas de classe, queiram aceitar os nossos parabéns e con­gratulações pela missão que desempenhastes. Sois merecedores dos mais calorosos elogios e da mais alta consideração por todos os brasileiros. Não sois profissionais da farda, porém, quando cha­mados ao desempenho de vossa missão, soubestes, como valorosos soldados, executá-la de maneira digna de todo os encômios. Aban­donastes o vosso conforto no lar, na Seção em que trabalháveis, para atender aos deveres de cidadão brasileiro. Se bem que dis­tantes da linha de batalha, distantes da zona bélica, onde o troar dos canhões, o espocar das bombas e o rajar das metralhadoras por pouco não consome o indivíduo, levando-o não raras vezes às chamadas “neuroses de guerra”, fostes heróis, heróis sem armas. Vossos nomes também ocuparão páginas quando futuramente se escrever a história da Campanha da Itália, a história da gloriosa Força Expedicionária Brasileira, enfim, a história da AGEFEB.
Aos que lutaram junto da AGEFEB em prol dos ideais demo­cráticos, nossas sinceras congratulações. Ao mesmo tempo, fazemos votos de que, na labuta pela vida, na luta pela existência, persistam para sempre naquela fibra inesgotável, naquela noção perfeita de responsabilidade, demonstradas no Teatro de Operações da Itália.
Referindo-se à AGEFEB, assim se manifestou o bravo Co­mandante da F.E.B., General de Divisão João Batista Masca-renhas de Morais : “Encerrada vitoriosamente a campanha no Teatro de Guerra da Itália, em que as armas brasileiras, no âmbito das tropas aliadas do V Exército, cobriram de glórias o pavilhão” nacional, renovo a minha admiração e a magnífica impressão que faço da cooperação prestada pela Agência do Banco do Brasil junto à F.E.B. e da conduta exemplar mantida, nesses árduos onze meses de luta, pela seleta turma de funcionários que a constitui.
Para o Comando, foi sempre uma satisfação estar em contato com os seus escritórios, onde tudo denotava ordem e perfeita orga­nização e, na correção e presteza do serviço, lisura e honestidade dos processos, encontrou asseguradas as bases de uma interessada assistência ao movimento de fundos e à economia de sua tropa.
Seus escritórios, instalados em Nápoles, Roma e Pistóia — este, posteriormente, mudado para Génova, mantiveram estreita ligação com toda a F.E.B., desde as linhas mais’avançadas a Caserta.
À solicitude, iniciativa e capacidade de trabalho do seu pessoal, deve-se a espontânea colaboração que souberam dar à expedição e distribuição de nossas cartas e telegramas, à instalação dos ele­mentos em trânsito pelas cidades de Roma e Nápoles e muitos outros serviços de real importância.
Imbuídos de um são patriotismo e de uma elevada noção de civismo, seus funcionários abandonaram inteiramente os interesses particulares e o conforto do lar e vieram compartilhar conosco do destino da F. E. B. e, aqui, numa inteligente e bem orientada pro­paganda, procuraram difundir dados sobre as riquezas e possibili­dades do Brasil.
Cedo compreenderam os deveres e as responsabilidades de um militar, ambientando-se ao meio, dentro da maior camaradagem e respeito.
Transmitindo nos termos do louvor acima, as minhas congra­tulações e agradecimentos ao Coronel Gastão Luiz Detsi, faço votos pela sua felicidade pessoal e plenos sucessos em sua carreira e auto­rizo-o a estender, a seu critério, as presentes referências aos funcio­nários da Agência, que tão sábia e competentemente dirige”.
Fonte: 
O Brasil na Guerra – Kepler A. Borges
Ecos da Segunda Guerra

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Roubo de tanque na Itália.

Seria este o tanque M-4 Sherman surrupiado pelos brasileiros, para dar o troco aos americanos?
A história que segue é para muitos uma lenda, para outros aconteceu de verdade. Se verdadeira, foi a maior tiração de onda que deve ter ocorrido entre tropas Aliadas. Uma grande fuleiragem dos brasileiros contra os americanos em plena Itália, durante a Segunda Guerra Mundial.
A Tropa americana que dividiu acampamento com a FEB (Força Expedicionária Brasileira) em 1944, nem imaginava o pelotão casca-grossa que estava a seu lado.
O pelotão da FEB chega a uma clareira no Vale Garfagnana, no Norte da Itália.
O acampamento fica próximo a outro pelotão aliado, formado por uma divisão americana e alguns poucos soldados ingleses. As barracas brasileiras estão a cerca de 200m do acampamento aliado, mas há liberdade total de ir e vir entre os soldados, que tentam se enturmar.
Os brasileiros percebem que coisas estão sumindo da dispensa da tropa. Caixas com latas de comida, rapadura, cachaça, cobertores e até munição desaparecem.
Os responsáveis pela cozinha pedem para falar com o comandante e reclamam. Soldados americanos foram vistos rondando as barracas. O coronel brasileiro foi falar com os oficiais americanos e recebe como resposta risadas “Isto aqui é uma guerra, não um colégio. Os homens estão tensos, precisam extravasar seus instintos. Vocês que saibam proteger seu material e pronto” e a reunião é encerrada. Contrariado, o comandante brasileiro retorna e relata o encontro a seus soldados.
Ao terminar, fica um pouco em silêncio, enquanto os homens resmungam e cochicham. “Essas são as regras. Quer dizer, não há regras aqui. Façam então o que devem fazer”, conclui o comandante.
Dias depois, o oficial americano visita os brasileiros e, humilde, pede: “Quanto aos alimentos, às roupas e às munições, tudo bem.
Mas, por favor, devolvam nosso TANQUE!”

Retirado do blog Tok de História.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Prendeor de gravata da Medalha de Guerra

Raro prendedor de gravata da Medalha de Guerra, a medalha era para premiar os oficiais da ativa, da reserva, reformados e civis que tenham prestado serviços relevantes de qualquer natureza, referentes ao esforço de guerra.
(acervo o Resgate FEB)
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terça-feira, 17 de outubro de 2017

Diploma de Honra ao Mérito Dois Heróis Itapetininganos

DA CRIAÇÃO DA HONRARIA E SUA FINALIDADE
Em 8 de Maio de 2012, o Gestor do Portal dos Ex-Combatentes de Itapetininga instituiu a honraria DIPLOMA DE HONRA AO MÉRITO DOIS HERÓIS ITAPETININGANOS, a ser anualmente concedida, no dia 25 de Agosto, data em que se comemora o Dia do Soldado Brasileiro, à personalidades que colaboraram para o enaltecimento do civismo e da cidadania, bem como do resgate da história e das tradições do município de Itapetininga e suas instituições, em especial do Tiro de Guerra 02-076 – “A Sentinela dos Campos de Itapetininga” – cujo antigo 5º Batalhão de Caçadores do Exército Brasileiro, do qual honrosamente descende, foi o berço de formação dos soldados Joaquim Antonio de Oliveira e Sebastião Garcia, itapetininganos da Força Expedicionária Brasileira que tombaram em combate nos campos da Itália na luta contra o nazi-fascismo em prol da Liberdade e da Democracia.
O Soldado Joaquim Antonio de Oliveira nasceu a 20 de outubro de 1920 no município de Capão Bonito. Prestou o serviço militar inicial no 5º Batalhão de Caçadores em Itapetininga e dele foi transferido para o 1º Regimento de Infantaria “Sampaio”, no Rio de Janeiro, com destino à Itália, como integrante da Força Expedicionária Brasileira, deixando o Brasil em 22 de setembro de 1944 e, em função dos ferimentos sofridos em combate de Monte Castelo, veio a falecer a 29 de Novembro de 1944. Foi agraciado post mortem com as medalhas Campanha, Sangue e Cruz de Combate de 2º CLASSE.
O Soldado Sebastião Garcia nasceu em Itapetininga no ano de 1923. Prestou o serviço militar inicial no 5º Batalhão de Caçadores em Itapetininga e dele foi transferido para o 6º Regimento de Infantaria “Ipiranga”, em Caçapava, com destino à Itália, como integrante da Força Expedicionária Brasileira, deixando o Brasil em 22 de setembro de 1944 e, em função dos ferimentos sofridos em combate em Collechio Fornovo, veio a falecer, quase ao final da guerra, em 28 de abril de 1945. Foi agraciado post mortem com as medalhas Campanha, Sangue e Cruz de Combate de 2º Classe.

Matéria
Prof. Jefferson Biajone
Portal FEB

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Senta a Pua !

Pin antigo da Senta a Pua.
Senta a Pua! é o símbolo e grito de guerra do 1º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira que atuou na Segunda Guerra Mundia
(acervo O Resgate FEB)
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terça-feira, 3 de outubro de 2017

Clarice Lispector voluntária de assistente de enfermagem da FEB.

Pouca gente sabe que intelectual Clarice Lispector, brasileira nascida na Ucrânia foi escritora e jornalista e onde serviu durante a Segunda Guerra Mundial como assistente voluntária no corpo de enfermagem da Força Expedicionária Brasileira (FEB).
Clarice Lispector acompanhava seu marido Maury Gurgel em viagens, na carreira de Diplomata do Ministério das Relações Exteriores.
Clarice Lispector com diplomata e marido Maury Gurgel
Em 5 de julho, um mês após o fim da Segunda Guerra Mundial, recebeu a notícia de que seu marido seria transferido para o consulado brasileiro na cidade italiana de Nápoles.
Em 24 de agosto, chegou à Itália, como não havia assistentes sociais no Exército Brasileiro, Clarice solicitou as autoridades militares permissão para poder fazer trabalho comunitário em ajuda as enfermeiras em um hospital norte-americano em Nápoles, para onde os casos de guerra mais graves eram enviados.Visitou diariamente o hospital, escrevendo e lendo cartas para os soldados e fazendo o que eles necessitassem.
Major Elza Cansanção, quando viva,  lembrava de Clarice Lispector na Itália, cortando as unhas dos pés dos pracinhas.
Foi internada pouco tempo depois da publicação do romance "A Hora da Estrela", com câncer no ovário.Morreu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de seu 57° aniversário.

O Resgate FEB